O que está impactando o pequeno varejista brasileiro? - Digi Office

Inteligência artificial, múltiplos canais para vendas, aplicativos. São muitas as tendências e novas tecnologias no cenário do varejo brasileiro. Falamos sobre isso especificamente nesse post.

Buscar se alinhar a essa nova realidade se mostra uma tarefa difícil e complexa e os pequenos e médios varejistas têm um desafio ainda maior. Mesmo quando há consciência da necessidade de atualização, a disposição de energia e capital de investimento é restrita, impedindo grandes avanços.

Foi-se a época em que todos acreditavam que o varejo físico iria morrer, ou que todos iriam enfrentar uma época de grande declínio por causa da dominação do digital no mercado. O passar dos anos ajudou a provar que o que haverá é uma conciliação entre esses dois meios, o digital e o físico, de modo que não faça mais sentido uma visão separada entre eles.

Mas no meio de tanta transformação, como fica o pequeno varejo?

Assim como existe uma diversidade de segmentos dentro do varejo, existem diversas personalidade de varejistas. Há os comerciantes que já nascem antenados com o que está acontecendo e gostam de sempre inovar com novas propostas ou novos modelos de negócios. Mas existem os tradicionais que vem fazendo tudo do mesmo jeito há anos, até mesmo décadas. O que vai acontecer com esses? Por onde começar?

A maior mudança, sem dúvidas, está nas questões de como o cliente deseja pagar e receber por seus produtos e serviços. O digital facilitou isso através do delivery e os aplicativos.

Muitos varejistas estão se transformando através da adesão a serviços de entregas, como iFood, Rappi, Uber Eats, entre outros. Esse movimento parte do desejo dos clientes de que as principais marcas e negócios com que eles se relacionam também estejam disponíveis nesses tipos de aplicativos. Se o varejista não está lá, há sempre o risco de outra empresa ganhar uma oportunidade com seu cliente.

É possível perceber que a resistência e a dificuldade de inovar fez com que o pequeno varejo hoje se torne um verdadeiro refém das inovações e aplicativos de empresas terceiras, muitas com muito menos tempo de mercado que a maioria dos negócios.

Na briga pela competitividade, nunca se fez tão necessário ter excelência na gestão e operação dos negócios. Sistemas que ajudam a provisionar o melhor estoque e automatizar os processos se tornam grandes aliados. Se a contratação de um sistema de uma grande empresa ainda é algo visto como de alto custo, há a opção de pequenas empresas que começam a oferecer serviços de menor custo.

A experiência do cliente é outro ponto essencial. A loja não vai deixar de existir, mas cumpre um papel muito mais complexo do que apenas ser um ponto de venda. A loja que ainda opera somente como um ponto de distribuição, onde um amontoado de produtos são distribuídos entre colunas e prateleiras, são os que mais correm riscos de sumirem do mercado, não importando seu tamanho ou tempo de mercado.

Esses vão enfrentar uma concorrência cada vez mais forte dos competidores digitais com preços cada vez mais agressivos, e até mesmo com entregas melhores e mais fáceis. Se o comércio não faz entrega e o consumidor ainda precisa vir até a loja, está na hora de rever os conceitos.

Oferecer um diferencial, ou um verdadeiro motivo para que alguém saia de casa e vá até sua loja, ainda é o grande segredo para conseguir se defender da nova realidade do varejo. Um ambiente atrativo ou confortável, atendimento rápido e facilitador na hora de resolver problemas, entre outros aspectos, são aqueles que fazem a diferença na hora de escolher comprar.

Manter-se atualizado e competitivo não é uma das tarefas mais fáceis, mas se antes era apenas uma opção, hoje se mostra cada vez mais necessário para a sobrevivência do pequeno varejo.

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